sábado, 17 de julho de 2010

O homem (parte III)

O homem então se levantou com certa dificuldade. E foi ao encontro do enorme portão...
...Aquele portão lhe dava calafrios. Maldito portão - pensou ele.
O homem entra, seu calafrio aumenta. Há muitas cruzes, algumas cruzes com muitas flores, outras sem nenhuma.
Maldita vida do homem que só sabia trabalhar, maldita vida do homem que virava suas noites naquele seu escritório imundo de solidão.
Aquela noite, aquele dia ele deveria ter ouvido-a, ela tinha razão, ele deveria ter largado aquele escritório, se livrado daquele revolver que ele mesmo havia comprado para a segurança daquela mulher que ele tanto amava e nunca demonstrava.
Agora já era tarde. Ela já havia estourado seu próprio coração com um tiro. Ela já havia acabado com a vida dos dois. Na verdade a culpa era dele. Ele só trabalhava.
O homem caminhou ate aquela cruz cheia de flores. Agora, depois de morta ele não precisa demonstrar o seu amor. Já havia perdido essa oportunidade.
Maldita vida do homem que só trabalhava.
Agora a chuva, volta a cair.

Fim
Thaís Winck


2 comentários:

Luiz Guilherme disse...

o homem sempre tenta enxergar essa mentira, que é o defeito da vida. ele sempre acha problema em tudo, e não repara no mínimo que se faz tão belo.
mas ele é sempre assim: cego e tão inútil.

http://guilg7.blogspot.com/

vlw

Lu.S disse...

Oii

Obrigada por visitar meu blog, volte sempre =)
Achie o seu muito legal também.
Essa última parte está interessante, não li as outras, mas devem ser muito bacanas.

bjoos

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